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Desde 2005, o Brasil tornou-se o maior produtor mundial de carne de frango congelada e o quarto maior, em carne suína, ultrapassando os Estados Unidos, a Rússia, a Alemanha, o Canadá e a França, grandes produtores mundiais.
Apenas no ano de 2008, nossa indústria de carnes produziu mais de 6 milhões de toneladas de carne bovina, 2,5 milhões de toneladas de carne suína e 10 milhões de toneladas de carne de frango, gerando mais de 22 bilhões provenientes da exportação.
Isso é muito bom. Mas pode ser muito ruim também, pois todos os dias, em todo o pais, quase 32 milhões de suínos e mais de 1,2 bilhões de aves fazem cocô e xixi, produzindo a espantosa quantidade de 15 milhões de toneladas desses dejetos de altíssima carga poluidora.
Nós, aqui na ENERCONS, temos muito orgulho do título mundial na produção de aves e suínos, pois a vida profissional de nosso diretor técnico, engenheiro eletricista Ivo Pugnaloni, foi muito marcada por algo que tem muita coisa a ver com essa conquista do Paraná e do Brasil; que foi a eletrificação rural. [ Leia Mais ]
No Paraná, terra da ENERCONS, concentra-se 16,5% do rebanho nacional e portanto boa parte de toda a poluição causada pelos dejetos dessa atividade.
O Impacto dos dejetos animais.
A quantidade descomunal de dejetos produzidos pelos animais criados para
consumo é quase sempre lançada, sem tratamento, na terra e
na água.
Isso provoca:
Alguns dados ilustram esse problema:
Biogás e biofertilizantes: O dejeto transformado em dinheiro.
A solução desse problema é a utilização de tecnologias como biodigestores, que estabilizam os dejetos, produzindo biofertilizante de ótima qualidade e biogás, que podem ser utilizados para gerar energia elétrica e/ou calor.
Embora conhecida há milhares de anos, a tecnologia para a construção de biodigestores não é ainda muito difusa no Brasil. Além disso, a maior barreira era a impossibilidade de vender a energia elétrica gerada ou mesmo utilizá-la em paralelo com a rede das concessionárias. Isso inviabilizava até então o negócio de biodigestores.
Assim, toda aquela carga poluidora é destinada apenas a ficar estocada em lagoas anaeróbicas, liberando metanos e outros gases clima-alterantes. E principalmente desperdiçando enormes quantidades de energia elétrica e térmica, e excelente biofertilizante.
A capacidade de gerar energia elétrica, calor, biofertilizantes de ótima qualidade e créditos de carbono viabilizam o investimento em um curto período, além de incrementar a renda do produtor rural.
Calcule o potencial de geração através do sistema
de cálculo energético desenvolvido pela ENERCONS apresentando
os resultados econômicos e ambientais que você obterá
aproveitando os dejetos suínos, de aves, o lixo urbano e outros
resíduos industriais e florestais, para gerar energia elétrica
e térmica, livrando-se da poluição, das multas e
dos impedimentos da que a legislação ambiental impõe,
felizmente, à expansão desordenada de atividades econômicas
rentáveis, mas muito poluentes.
[Cálculo Energético
a partir de Resíduos Animais, Madeireiros e Urbanos ]
Os créditos de carbono desse processo podem ser comercializados
Créditos de carbono são títulos dados à atividades
que tenham uma redução comprovada da emissão de gases
de efeito estufa (metano, CO2, etc.).
Quando os dejetos são armazenados em lagunas anaeróbicas,
ou seja, na ausência de ar, bactérias transformam a matéria
orgânica em metano, um dos maiores responsáveis pelo efeito
estufa. Converter, portanto, essa pratica da laguna anaeróbica,
em um biodigestor, evita a emissão do metano na atmosfera, pois
o mesmo será utilizado na geração de energia elétrica
e/ou energia térmica.
Os títulos de carbono obtidos podem ser comercializados, principalmente
em bolsas européias, onde o comércio de carbono está
em fase mais avançada.
[ Saiba mais sobre créditos
de carbono ]
E o produto final pode ser usado como biofertilizante
Enquanto o dejeto original possui uma alta carga poluidora, contaminando rios, lençóis freáticos e o solo, o resíduo do biodigestor é completamente estabilizado, a carga poluidora é destruída e tanto a parte liquida, quanto a parte solida resultante podem ser utilizadas sem nenhum risco para o ambiente e para a saúde humana para irrigar e fertilizar o solo. Fertilizando químicos são caros e poluem nossos lençóis freáticos.