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Resíduos sólidos urbanos, o problema!
A coleta e a disposição final do lixo constitui a maior despesa na folha dos municípios. Isso indica a importância que o assunto representa na sociedade, nos serviços públicos, sanidade, etc.
Segundo Maria Gizele da Silva, em uma reportagem publicada pela Gazeta do Povo no dia 31 de janeiro, 80% dos prefeitos do Paraná podem ser processados por causa dos lixões.
A situação é critica, pois o Ministério Publico
exigiu a regularização há mais de um ano, e até
então apenas uma pequena parte das prefeituras apresentaram projetos
para a transformação das atuais áreas ocupadas pelos
lixões em aterros regularizados e a compostagem do lixo orgânico,
ações exigidas pelo Ministério Publico, através
da Federal 11.445 de 2007.
Os lixões, assim como os aterros sanitários produzem grande
quantidade de efluentes poluidores. A parte liquida, produzida durante o
processo de degradação da matéria orgânica se
chama chorume, e é causador de contaminação da falda
aqüífera. Já a parte gasosa é composta principalmente
de metano, que é 21 vezes mais nociva que o CO2 para o aquecimento
global.
Para a ENERCONS os resíduos não são lixo, mas sim um recurso!
A matéria orgânica e principalmente derivados do petróleo
como plásticos possuem um ótimo potencial energético.
Existem estudos que indicam que o aproveitamento desse material possa gerar,
apenas nas capitais brasileiras, cerca de 4000MW de energia, ou seja, quase
a metade da capacidade de Itaipu.
Por isso que a ENERCONS acredita que o conhecimento técnico na área,
associado com a tecnologia de processo mais adequada do ponto de vista ambiental
e econômico possam eliminar uma fonte de poluição, transformando
um problema em uma fonte de renda para o município e portanto, para
a população em geral.
Geração de Créditos de Carbono
Créditos de carbono são títulos dados à atividades
que tenham uma redução comprovada da emissão de gases
de efeito estufa (metano, CO2, etc.).
O justo aproveitamento desse recurso acarreta na não emissão
de metano na atmosfera, e portanto, créditos de carbono são
aferidos à essa atividade, através do Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo (MDL).
Os títulos de carbono obtidos podem então ser comercializados,
principalmente em bolsas européias, onde o comércio de carbono
é mais desenvolvido.