Capacidade instalada atinge 152.980 MW em junho, segundo MME

Dados do Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro, aferido pelo MME, indicam que a capacidade instalada total de geração de energia elétrica do Brasil atingiu 152.980 MW no mês de junho. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um acréscimo de 7.865 MW, sendo 5.118 MW de geração de fonte hidráulica, 1.679 MW de fonte eólica, 946 MW de fontes térmicas e 122 MW de fonte solar.

 

No mês de maio, a fonte hidráulica havia registrado 72,3% do total gerado no país. Já a geração eólica na matriz de produção de energia correspondeu 6%. Entre as fontes térmicas, a biomassa foi a que mais cresceu sua produção em relação ao mês anterior, com 1,5 pontos percentuais, enquanto a geração por petróleo e gás natural representaram +0,7 p.p. e -0,9 p.p, respectivamente. Considerando todas as fontes térmicas, o grupo totalizou 21,7% na matriz de produção de energia elétrica.

 

Em junho deste ano o total de linhas de transmissão em operação no Brasil, com tensão maior ou igual a 230 kV, atingiu 136.027 km. No mês, entraram em operação comercial 86,0 km de linhas de transmissão.

 

Comentário de Ivo Pugnaloni, consultor e presidente do Grupo Enercons: 

 

Temos mais  outros 156.000 MW só de hidroelétricas para construir, segundo a ELETROBRAS (veja aqui) Mas infelizmente a nossa agua não é importada. E por isso, a NOSSA agua não deve ser usada.

 

Afinal, a NOSSA agua não paga imposto de importação, nem ICMS, nem CSSL, nem PIS, nem COFINS, nem frete para empresas transportadoras de combustíveis que são de políticos, nem paga seguro no frete, nem coloca anúncios na TV e no rádio...nem coloca balancetes nos jornais. 

 

Além disso, se usássemos a NOSSA água para gerar energia, as tarifas cairiam e os preços de nossos produtos e nossas indústrias iriam ser mais competitivos e ganhariam mais mercado no exterior.

 

E isso ia atrapalhar a vida das industrias dos países concorrentes, que não tem a NOSSA agua nem os nossos potenciais já estudados para construir. E isso poderia “pegar mal” para a nossa imagem de “bons vizinhos” no exterior...

 

Já imaginaram,  que “feio” que seria? Nós tendo a audácia de criarmos mais empregos aqui no Brasil e não na China, nos EUA, no México, na Inglaterra, Rússia, na França, na Alemanha e na Argentina?

 

Por isso tudo, o novo leilão já anunciado como necessário pelas distribuidoras deverá ser só de térmicas fósseis, que também são, muitas delas de propriedade de políticos, de filhos  de políticos e de netos de políticos.  

 

Afinal, “como negócio” elas são muito superiores às PCHs, pois produzem energia que custa aos consumidores R$ 1200,00/kWh enquanto as PCHs o fazem, em média por R$ 225,00/MWh.  

 

Cinco vezes mais barato...um desperdício, em termos de lucro e de mercado cativo!!!!

 

Triste pensar que, para aquela parte da população que assiste novelas  “ quem agride o meio ambiente são as PCHs” ,   mito que infelizmente continua a ser propagado por alguns agentes públicos impatriotas ou equivocados.

 

E por “ambientalistas” que admitem abertamente serem financiados pelas mesmas empresas que fornecem combustível para tocar as termoelétricas fósseis...

 

As mesmas que somente precisam ser instaladas, graças à falta estrutural de energia limpa provocada pelo boicote sistemático de todos os governos e empresas de petróleo à geração hidrelétrica.

 

E cujas licenças ambientais são expedidas em 90 dias,  no máximo!

 

Fonte: Canal Energia