Conta de luz e combustíveis puxam alta do IPCA em julho

A conta de luz e os combustíveis levaram o IPCA a mudar de rumo entre julho e julho. As tarifas de energia elétrica ficaram 6% mais caras no sétimo mês deste ano, reflexo do acionamento da bandeira tarifária amarela nas contas de luz, com impacto de 0,22 ponto no índice.

 

Desta forma, habitação passou de elevação de 0,77% em junho para 1,64% um mês depois. Esse grupo contribuiu com 0,25 ponto percentual para a inflação do período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O grupo de habitação também foi pressionado pela taxa de água e esgoto (1,21%), que teve seu resultado influenciado pelas regiões metropolitanas de Fortaleza (11,27%) e de Porto Alegre (1,90%), onde ocorreram reajustes.

 

Já os preços dos combustíveis tiveram aumento de 0,92% em julho, sendo a gasolina com alta de 1,06% e o etanol, de 0,73%. Neste caso, o aumento dos preços reflete a elevação do PIS-Cofins sobre os produtos a partir de 21 de julho.

 

Com o aumento dos preços dos combustíveis, o grupo de transportes (que responde por 18% do IPCA) saiu de queda de 0,52% em junho para elevação de 0,34% um mês depois. Seu impacto sobre o IPCA do mês foi de 0,06 ponto percentual.

 

Já alimentação e bebidas registraram deflação de 0,47% em julho e impediram  uma alta ainda maior do IPCA no período. Conforme o levantamento do IBGE, esse grupo, responsável por um quarto das despesas das famílias, teve uma taxa praticamente igual a de junho (-0,50%), a terceira baixa consecutiva. Com isso, reduziu em 0,12 ponto percentual o IPCA.

 

A queda dos alimentos foi puxada pelos produtos para consumo em casa, mais baratos em 0,81%. Eles recuaram desde 1,80% em Goiânia até 0,06% em Brasília. Já a alimentação fora de casa subiu 0,15%. Destaque de queda para a região metropolitana do Rio de Janeiro (-0,32%).

 

Apesar de a maioria dos alimentos passarem a custar menos entre junho e julho, a exemplo da batata-inglesa (-22,73%), do leite longa vida (-3,22%), das frutas (-2,35%) e das carnes (-1,06%), alguns itens ficaram mais caros. É o caso do tomate (16,90%) e da cebola (11,70%) na comparação a junho.

 

 

Fonte: Valor