ENERCONS participa do seminário de meio ambiente e energias renováveis da FETAEP

O engenheiro Ivo Pugnaloni, presidente do Grupo ENERCONS proferiu palestra na quinta feira dia 17 sobre os riscos e perigos que o “Método Fracking” de extração de óleo e gás de xisto representa para os agricultores das áreas do Oeste, Sul, Sudoeste e Noroeste do Paraná. O evento reuniu 60 presidentes e diretores de sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná.

 

“A contaminação dos lençóis freáticos, das lavouras e da criação de frangos, suínos e bovinos será demonstrada com vídeos, fotos, depoimentos, números e fatos inegáveis e conhecidos em todo mundo. Mas que infelizmente foram escondidos da população brasileira. São mais de 600 produtos químicos injetados a grande pressão nos furos, misturados com mais de 1000 carretas de agua com 25 mil litros em cada uma”, diz o presidente da ENERCONS, empresa especializada em geração de energia renovável e em redução de custos com energia para os consumidores.

 

Como alternativa energética ao Fracking Pugnaloni apresentou as vantagens das Pequenas, Mini e MIcros Centrais Hidrelétricas, resumidas em um relatório de nº 003/2015 da ABRAPCH (Copie aqui as vantagens para usar quando for conveniente)

 

Para Alexandre Leal dos Santos, 1º Secretário de Finanças e Administração da FETAEP, “é preciso conhecermos os riscos desse método novo que querem implantar no Brasil. Queremos saber o que já estava sendo feito pelos governos e pela ANP sem que os agricultores soubessem dos perigos deste método, que é muito mais nocivo, muito pior do que aquele que a PETROBRÁS já  utiliza no Paraná, em São Mateus do Sul, há mais de 40 anos. Não podemos compreender como uma empresa estatal como a PETROBRÁS poderia estar desistindo de um método desenvolvido por ela mesmo, comprovado e testado, com componentes nacionais, barato e não poluente, para adotar uma aventura dessas, que pode excluir o Paraná das exportações de soja, milho, frango e suínos, devido à contaminação de nossos produtos. Além de ser, aparentemente, inviável do ponto de vista comercial. Não dá para entender.”

 

Segundo Ivo Pugnaloni, “as exportações da agropecuária brasileira estão sempre entre as quatro  primeiras do mundo, devido á nossa produtividade. Dá a impressão que querem arrancar de nós os atestados de sanidade que possuímos, promovendo o envenenamento de nossas aguas e dos nossos produtos. Isso seria um autentico presente aos concorrentes de nossos produtos lá fora! E pode sim, ( porque não? ) , ser o verdadeiro objetivo desse tal de fracking. Apenas mais uma armadilha, sendo vendida como milagre.”

Através da Lei estadual n° 18.947 a Assembleia Legislativa do Paraná proibiu em 2016 qualquer exploração pelo método fracking no Paraná, depois de mais de 200 câmaras municipais baixarem leis fazendo a mesma proibição em seus territórios. Mas nos outros estados não aconteceu isso. E mesmo no Paraná a prospecção com perfurações e explosão sísmicas por este método continua, preocupando os agricultores. 

 

“É de extrema importância de que os pequenos e médios produtores rurais paranaenses conheçam mais sobre o fracking para poderem aumentar a mobilização nas câmaras de vereadores, nas comunidades e nos sindicatos de trabalhadores tanto do campo como da cidade. Pois se o aquífero Guarani for contaminado, todos irão sofrer, já que a agropecuária paranaense enfrentará um bloqueio imediato dos países da união europeia, que são clientes mas também concorrentes nossos, junto com EUA e Rússia”, enfatizou o executivo, lembrando o que aconteceu em muitos países.

 

Fonte: Enercons