Setor Elétrico poderá garantir economia anual de R$2 bilhões com a reforma


O levantamento da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) estima que os setores da indústria e do comércio no Brasil vão obter uma economia de R$ 2 bilhões na conta de luz por ano com a aprovação das medidas de reforma do setor elétrico. Trata-se, no caso, da efetivação, como projeto de lei, da Consulta Pública 033 (CP 033) proposta pelo Ministério das Minas e Energia e que será encaminhada em breve ao Congresso Nacional.



As medidas do Governo Federal prevêem uma liberalização parcial do setor elétrico, com a entrada de 24 mil novas empresas no mercado livre de energia até 2028, ou seja, uma carga adicional de 4.399 Megawatts Médios (MWm). Tomando como base uma tarifa futura de energia na média de R$ 246,61 o Megawatt/hora (MWh) no ambiente regulado, e considerando uma economia obtida no ambiente livre em torno de 15%, essas indústrias e comércios podem ter uma economia de R$ 160 milhões por mês, ou seja, aproximadamente R$ 2 bilhões por ano.



“Fica evidente, portanto, como é vital para a economia brasileira a aprovação pelo Congresso Nacional do novo modelo do setor elétrico”, afirma Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel. “Os parlamentares devem se comprometer agora com a competitividade do setor produtivo nacional, o que vai gerar mais renda e empregos para o País”, complementa.


Em sua contribuição à CP 033, a Abraceel pediu uma liberalização maior e mais acelerada do setor elétrico. Afinal, hoje no Brasil há 182.600 unidades consumidoras que constituem o conjunto de Alta Tensão (Grupo A), composto por indústrias e estabelecimentos comerciais de porte, além de 80 milhões de consumidores de Baixa Tensão (Grupo B), incluindo os residenciais.


Conforme estudo elaborado pela Abraceel, se fosse permitido a todas esses consumidores adentrarem no mercado livre de energia, a economia na conta de luz atingiria quase R$ 9 bilhões ao ano. “Percebe-se, portanto, como a energia elétrica pode ser um fator fundamental para o desenvolvimento sustentável do País”, conclui Medeiros.
 

 

Fonte: Setor Energético