ONS: chuvas recuam e CMO médio sobe 5,8%


A previsão de energia natural afluente para quase todo o país ao final do mês de dezembro recuou ante a estimativa original. Segundo dados da primeira revisão do Programa Mensal de Operação, a exceção ocorre no Nordeste, onde houve uma elevação da ENA esperada, em comparação à semana passada, para em 61% da média de longo termo ante 58% projetado sete dias atrás. No Sudeste/Centro-Oeste e Sul, as duas maiores em termos de consumo, o volume recuou mas ainda está bem próximo da média histórica de 87 anos com 99% da MLT para ambos. No Norte recuou de 62% para 53% da MLT.



Outro indicador que mudou levemente foi a carga. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a demanda deverá aumentar 2,6% ante o mesmo mês do ano passado. A variação ante a previsão original é de apenas 0,1 ponto porcentual. O SE/CO continua com crescimento expressivo, de 3,3%, no Sul é esperada expansão de 1,1%, no NE de 0,7% e no Norte e de 4,8%.



Como resultado desses indicados o Custo Marginal de Operação Médio voltou a subir na comparação com a semana operativa que se encerra nesta sexta-feira, 1º de dezembro. O valor está 5,8% mais alto, passou de R$ 204,32/MWh para R$ 216,24/MWh. Os valores continuam equalizados em todos os submercados. Nos patamares de carga pesada e média o valor é de R$ 217,60/MWh enquanto a carga leve está em R$ 213,86/MWh.



Outro número que aumentou foi o de despacho térmico na semana. O volume previsto é de 9.901 MW médios em todo o SIN, variação de 5,1%. Do montante total, 6.081 MW médios estão dentro da ordem de mérito,3.631 MW médios por inflexibilidade e 189 MW médios por restrição elétrica – sendo 135 MW médios no SE/CO e 53 MW médios no NE. Esta semana houve o comando de importação de energia vinda do Uruguai em 50 MW médios em todos os três patamares de carga.


A previsão de armazenamento nos reservatórios do SIN na virada de 2017 para 2018 é estimada pelo ONS em 24,3% no SE/CO, em 60,1% no Sul, 13,9% no Nordeste e 12% no Norte. Esses volumes foram previstos originalmente em 24,5% , 65,9%, 12,8% e 12,9%, respectivamente.

 

Fonte: Canal Energia