Energia renovável ganha financiamento de R$ 27 bilhões do BNB

Empresários do setor de energias se reuniram nesta quinta-feira (11), em São Paulo, para conhecer as novas taxas de juros reduzidas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pelo Banco do Nordeste (BNB), e as condições de acesso ao crédito para financiamentos a projetos de geração e transmissão de energia.



Participarão do evento vencedores dos leilões de geração de energia A-4 e A-6, transmissão de energia realizados em 2017, clientes do setor e executivos de bancos que prestam assessoria à estruturação de operações de infraestrutura.



Para 2018, o orçamento do FNE é de R$ 27 bilhões, que beneficiarão projetos em todos os Estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.


Doze, dos 240 empreendimentos inscritos no certame foram arrematados e deverão entrar em operação em seis anos. Juntos, eles terão capacidade instalada para geração de energia eólica de 310,225 megawatts (MW).



No total, foram ofertados 6.939 MW de energia. O maior número de projetos foi arrematado por empresas instaladas no Piauí – 17 parques.



O Leilão de Geração nº 04/2017 movimentou, ao todo, R$ 108 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de 572.518.389,600/MWh de energia.



O preço médio ao final das negociações foi de R$ 189,45 por Mwh (megawatt hora), com deságio de 38,7% em relação aos preços-tetos estabelecidos, o que representou uma economia de R$ 68,5 bilhões para os consumidores de energia.



A reunião conduzida pelo próprio presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, apresentou novidades nas condições de financiamento e detalhes da operacionalização das linhas de crédito existentes, especialmente o FNE Proinfra, que financia a implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos de infraestrutura.



Somente em 2017, o Banco contratou mais de R$ 3,6 bilhões para obras de infraestrutura, especialmente em parques de energias renováveis, como eólica e solar.


De acordo com Rolim, a ampliação de benefícios, em vigor a partir de hoje, contribuirá, diretamente, para o fomento de parques de energia renováveis na Região.



“Temos todo o interesse e disposição em atender de forma rápida as demandas desse mercado. Para isso, temos R$ 27 bilhões de orçamento do FNE para 2018, dos quais cerca de R$ 13 bilhões para projetos de infraestrutura”, disse o presidente.



As novas taxas para as grandes empresas do setor, por exemplo, variam de 5,27% a.a. para projetos de inovação acima de R$ 200 mil a 5,86% a.a. para empreendimentos que realizem investimentos, incluindo capital de giro isolado.



A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica, Elbia Silva Gannoum, elogiou a medida. “Essas notícias, logo no início do ano, são muito animadoras, especialmente sobre taxas e limites, para empresas que acabaram de participar de leilões extremamente competitivos”.



O Rio Grande do Norte foi o segundo estado com o maior número de projetos contratados no leilão de energia renovável realizado no dia 20 de dezembro de 2017, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.



O Rio Grande do Norte também foi o único estado brasileiro gerador de energia eólica com projetos contemplados no leilão realizado no dia 18 do mesmo mês pela Aneel.



A empresa francesa Voltalia, que recentemente inaugurou parques eólicos na região de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte, arrematou dois projetos no certame.



Eles garantirão, quando em operação integral, a geração de 64 megawatts (MW) de potência, com investimentos estimados em R$ 355 milhões nos próximos três anos.

 

 

Fonte: Ambiente Energia