Central Eólica Palmas II prepara-se para receber licenciamento ambiental prévio.

Primeira central eólica a ser instalada no Paraná desde 1998, o Complexo Eólico Palmas II , com 200 MW e investimento de 1,2 bilhões de reais,  desenvolvido pela ENERBIOS, empresa do Grupo ENERCONS, de Curitiba, venceu na ultima quinta-feira, uma importante etapa do seu licenciamento ambiental com a realização da audiência pública convocada pelo IAP – Instituto Ambiental do Paraná.

 

Para Ivo Pugnaloni, engenheiro responsável técnico pelo projeto e presidente da ENERBIOS, a audiência atingiu os seus objetivos de abrir à população a discussão sobre os Estudos Ambientais. “Mais de 210 pessoas assinaram as listas de presença, participando ativamente da apresentação dos Estudos Ambientais. Contamos com não só com a presença mas o apoio de autoridades como o prefeito Kosmos Nicolau, do presidente da Câmara Ezequiel da Silva, do Juiz de Direito da comarca, do Diretor de Novos Negócios da COPEL , Dr. Harry Françoia Jr.”

 

Para Pugnaloni, as demandas da plateia foram muito além da questão apenas ambiental, mas também de sustentabilidade. “Houve intervenções de várias ordens, mostrando o interesse dos presentes, que questionaram a falta de maior apoio a empreendimentos de energia renovável no Brasil, enquanto a geração por fontes fósseis, muito mais caras e poluentes quadruplicou nos últimos 14 anos, quadruplicando na mesma proporção as emissões de gases causadores de efeito estufa e de particulados de enxofre”.

 

“Nós fazemos votos que essa situação se altere e que a energia renovável tenha a liberdade efetiva no Brasil para crescer reduzindo o risco de falta de energia e necessidade de recorrer cada vez mais a geração por meio de fontes fosseis poluentes e importadas, que geram desemprego ao elevarem as tarifas industriais e com isso diminuírem a competitividade da nossa indústria. A energia renovável é o grande fator diferencial que temos no Brasil. É indispensável para a nossa economia como um todo que ela possa ser aproveitada. Afinal seu preço é menos de 20% dos 1600,00 por MWh gerado por essas termoelétricas a diesel que foram contratadas nos últimos anos através dos leilões”, declarou o executivo.

 

Para Pedro Dias, presidente da CIA AMBIENTAL, responsável técnico pela elaboração dos estudos ambientais, a audiência foi uma oportunidade de mostrar o trabalho criterioso desenvolvimento por uma equipe formada por mais de 40 profissionais. “Fomos rigorosos em tudo. A ENERBIOS e as empresas associadas ao projeto, a INNOVENT  da Alemanha e a VENTOS DO SUL , nos atribuíram uma missão muito clara. Com a experiência que adquirimos nesses mais de 25 anos cumprindo o regramento ambiental, posso dizer que fizemos um trabalho primoroso e poderá servir de exemplo para muitos empreendimentos da mesma natureza”, afirma.

 

Falando sobre parcerias locais, Pugnaloni chamou atenção para a necessidade de que os fornecedores de equipamentos, serviços e materiais de Palmas, do Paraná e de Santa Catarina se associem no desenvolvimento de novas tecnologias de forma a reduzir ainda mais os custos e aumentar o fator de capacidade dos empreendimentos eólicos no sul do Brasil.

 

Após falas iniciais do prefeito e demais participantes, o Engenheiro Ivo Pugnaloni, responsável técnico pelo projeto realizou considerações técnicas do projeto de 1 bilhão e 200 milhões de reais que gerarão 200MW de energia. Também foram respondidos questionamentos e apresentadas contribuições e argumentações da população referente a impactos negativos e positivos que a mesma poderá ter sobre o ambiente.

 

Respondendo a uma questão sobre o pioneirismo da COPEL em 1998 e a falta de investimento no Paraná em energia eólica desde então, Harry Françóia, diretor de novos negócios da empresa informou que desde o ano passado existe uma mudança de orientação do acionista majoritário que é o Governo do Paraná, para concentrar investimentos em energia renovável no Estado. Nesse sentido, Françoia informou que entre outros, o projeto Palmas II já está em avaliação pela empresa estatal desde o ano passado quanto à viabilidade de aquisição de sua energia gerada para uso no mercado livre e que a Copel pretende direcionar maiores investimentos ao estado.

 

Para Pedro Dias, a próxima etapa do projeto é a emissão da licença prévia ambiental, com a juntada de documentos complementares do IPHAN e da ANEEL, esperados para os próximos sessenta dias. “Com isso, após 20 anos de funcionamento ininterrupto, finalmente, “os cataventos de Palmas”, primeiro parque eólico do sul do Brasil, “Palmas I”, construído de forma pioneira pela COPEL e com apenas 2,5 megawatts , terá a companhia de seu irmão mais novo, “Palmas II”, com 200 megawatts. Foram 20 anos perdidos para o Paraná, enquanto em todo o Brasil, mais de 20.000 MW eólicos foram implantados e encontram-se em operação”, completou o especialista.

 

Fonte: Enerbios