CCEE, EPE e ONS preveem crescimento de 3% na carga para 2018

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética – EPE e o Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, estima que a carga para o Sistema Interligado Nacional (SIN) cresça 3% em 2018, frente ao valor registrado em 2017, ficando 1.975 MWmédios acima.

 

Já para o período 2018-2022, os resultados do boletim técnico divulgado nesta sexta-feira apontam crescimento médio anual da carga de energia do SIN de 3,7% ao ano, significando uma expansão média anual de 2.623 MWmédios. Em 2022, a carga do SIN deve atingir 78.700 MWmédios, montante 451 MWmédios inferior à previsão original do Planejamento Anual da Operação Energética 2018-2022.

 

As projeções foram atualizadas tomando como base a avaliação da conjuntura econômica e o monitoramento do consumo e da carga, ao longo do ano de 2017 e nos primeiros meses de 2018. O PIB de 2017 cresceu 1%, com destaque, pelo lado da oferta, para a agropecuária que apresentou crescimento de 13%, em virtude da safra recorde. Em relação a 2018, ainda que o IBC-BR tenha apresentado queda de 0,56%, na margem, em janeiro, os indicadores econômicos divulgados até então confirmam o movimento de recuperação gradual da economia brasileira. Assim, espera-se uma recuperação gradual ao longo dos próximos anos, com um crescimento médio de 2,8% do PIB entre 2018 e 2022.

 

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional - SIN terminou o ano de 2017 com crescimento de 0,8% em relação a 2016. Para 2018, existe a expectativa de continuidade de retomada da economia observada a partir de setembro de 2017, embora em ritmo menos intenso do que aquele previsto no Planejamento Anual da Operação Energética 2018–2022, com rebatimento no consumo, cuja previsão de crescimento é de 3,1%. No período entre 2018 e 2022 o consumo no SIN cresce à taxa de 3,7% anuais. Espera-se que o consumo industrial nesse período observe taxa média de crescimento de 3,5% ao ano influenciado, majoritariamente, por alguns segmentos eletrointensivos, e em especial, pela indústria de alumínio primário.

 

Fonte: CCEE