2018 confirma tendência de aquecimento global

Os últimos quatro anos foram os mais quentes no planeta e 2019 está indo na mesma direção, confirmando a tendência de aquecimento causado pelo recorde de concentração atmosférica de gases de efeito-estufa, com consequências desastrosas para as economias nacionais e os ecossistemas.

 

A constatação é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), usando dados científicos para conclamar pela necessidade de se combater a mudança climática. É algo refutado por Donald Trump nos Estados Unidos e visto com desconfiança por alguns governos, como o de Jair Bolsonaro no Brasil.

 

"O ritmo de aquecimento constatado nos últimos três anos é excepcional, na superfície da Terra e no oceano", disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

 

Segundo a OMM, os anos de 2015, 2016, 2017 e 2018 foram os mais quentes. Em 2018, a temperatura média na superfície do globo superou em 1 ºC a da época pré-industrial (1850-1900).

 

Em outro estudo, a Nasa, agência espacial americana, mostra que as temperaturas da superfície global em 2018 foram 0,83 ºC mais altas do que as temperaturas médias de 1951 a 1980, devido às consequências de gases do efeito estufa.

 

Gavin Schmidt, chefe do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, diz que os impactos do aquecimento global estão sendo sentidos em inundações costeiras, ondas de calor, precipitação intensa e mudanças nos ecossistemas.

 

O Ártico esquenta num ritmo duas vezes mais rápido que a média mundial. O que ocorre nos polos, afirma a OMM, influencia condições climáticas em outras regiões. (Com agências)

 

Fonte: CERPCH - 07/02/2019