Governo do Paraná sanciona Lei para construção do Complexo Eólico Palmas II

A matéria passou por votação na Assembleia Legislativa, onde foi apresentado pelo Poder Executivo no mês de agosto. Projeto iniciado em 2009, o Complexo Palmas II é capitaneado pela Enerbios, empresa integrante do Grupo Enercons, em sociedade com a  empresa curitibana Cia Ambiental, com a alemã INNOVENT e com a Ventos Sul Energia, empresa sediada em Abelardo Luz, Oeste de Santa Catarina.

 

O cronograma dos investidores prevê o inicio das operações comerciais em janeiro de 2021. O projeto já obteve a Licença Ambiental Prévia em dezembro de 2018, passando agora pelo processo de negociações com fornecedores de aerogeradores, torres, serviços de terraplenagem, fundação e obras civis.

 

Ao todo o empreendimento terá oito parques eólicos – Campo Alegre, Pederneiras, Santa Cruz, Santa Maria, São Francisco, Taipinha, Tradição e Tradição Piloto. A estimativa dos investidores é que durante a fase de implantação deverão ser gerados até 500 postos de trabalho diretos, entre as mais diversas funções e formações, onde pretende-se priorizar a contratação de mão de obra local. Posteriormente, para a operação e manutenção serão pelo menos 25 postos de trabalho fixos. Os investimentos deverão superar R$ 1,8 bilhão.

 

Segundo o presidente da ENERBIOS, Ivo Pugnaloni, “Depois de vinte anos, o Paraná voltará a construir unidades de geração de energia eólica, como em todo o mundo. Nesse período muita coisa mudou em termos tecnológicos. Graças a isso, o Complexo Eólico Palmas II terá uma capacidade de geração oitenta vezes maior do que a pioneira Usina Eólica de Palmas, inaugurada em 1997 pela COPEL.

 

A potência de cada um dos geradores cresceu quase 10 vezes e passou de 500 kW para 4.500 kW e agora os geradores não precisam mais ser, obrigatoriamente, importados. A altura das torres passará de 47 metros para 140 metros, para alcançar ventos de velocidades quase duas vezes maiores. Além disso, a jazida de vento de Palmas, no Paraná é sem dúvida aquela situada mais próxima aos grandes centros consumidores de São Paulo, Rio e Minas.

 

Essa menor distancia de Palmas, com relação ao Nordeste, vai ser muito importante em termos de viabilidade econômica, pois segundo a ANEEL e o Ministério de Minas e Energia, pela nova legislação, deixará de existir o subsídio quanto aos custos da transmissão e o chamado “pedágio”, representado pelas perdas elétricas, passar a ser pagos pelos próprios geradores e deixarem de ser pagos por todos os consumidores do Brasil como acontece hoje em dia, como previsto para acontecer já no próximo ano segundo a CP 033/17 e seu Projeto de Lei.”, completou.

 

Aqui você pode acessar um vídeo sobre o Complexo Eólico Palmas II. Aqui você conhecerá o Projeto de Lei do MME sobre como vais ser a mudança na cobrança dos “pedágios” na transmissão da energia do Nordeste para o Sudeste, que vai aumentar a viabilidade da jazida de ventos que o Paraná possui na região de Palmas ( e Água Doce, em Santa Catarina ). Você também pode ter acesso as duas apresentações da ENERBIOS. Uma sobre o vertiginoso crescimento em todo mundo das fontes renováveis, especialmente a solar e a eólica .

 

 

E outra sobre a grande viabilidade econômica do potencial eólico do Sul do país.