PMO: previsão de vazões em junho recua no Sudeste, Sul e Norte do país

A revisão 3 do Programa Mensal de Operação para o mês de junho trouxe uma reversão da expectativa de afluências para todo o país em comparação com a estimativa inicial para o  período.  O Operador Nacional do Sistema Elétrico estima que a Energia Natural Afluente para o maior submercado do país, o Sudeste/Centro Oeste ao final do mês fique em 106% da média de longo termo ante os 115% previstos sete dias atrás. No Sul a nova indicação é de queda de 315% para 297% da MLT, no Nordeste está mantida em 34% e no Norte a previsão é de encerrar o mês com 61% da média histórica ante os 65% da semana passada.

 

A projeção de carga seguiu o caminho oposto com aumento de 0,2 ponto porcentual ante a previsão anterior. Agora a perspectiva é de crescimento de 1,8% na comparação com o mesmo mês de 2016. É esperado um aumento de 2,5% no SE/CO, aumento de 1,5% no NE e de 8% no Norte. Somente no Sul é esperada retração, de 2,9% ante o mesmo mês do ano passado.

 

Em termos de nível de armazenamento de reservatórios a expectativa é de que o SE/CO encerre o período com 42,8%, no Sul está o maior volume utilizado com uma projeção de 92,7%, no NE a menor com 17,7% e no Norte é esperado um volume de 64,8% ao encerramento do mês.

 

A geração térmica prevista está em 8.073 MW médios, sendo que o volume mais elevado está planejado para o SE/CO com 4.491 MW médios. A maior parte do despacho térmico deve-se à inflexibilidade com 4.843 MW médios. Em seguida vem Ordem de Mérito com 2.947 MW médios e 283 MW médios por restrição elétrica.

 

O CMO médio está equalizado em todo o país à exceção do sul que continua com o valor mais baixo, em R$ 66,61/MWh, resultado das cargas pesada e média a R$ 85,08/MWh e a leve a R$  34,21/MWh. Nos demais está em R$ 119,64/MWh com os patamares de carga pesada a R$ 171,63/MWh, média a R$ 167,68/MWh e a leve também a R$ 34,21/MWh.

 

Na semana operativa que começa neste sábado, 17 de junho, a expectativa é de que sejam registradas chuvas fracas nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e Iguaçu.

 

Fonte: Canal Energia